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Capitão Matthew Webb – primeira pessoa a cruzar o Canal da Mancha a nado
March 28th, 2009 by Joca

Acabo de ler o livro The Crossing, sobre a vida do Capitão Matthew Webb, primeira pessoa a cruzar o Canal da Mancha a nado. É um livro que está esgotado, mas é possível comprá-lo usado, em boas condições, de um dos sebos que vendem livros usados dentro da própria Amazon.

Ele fez essa travessia partindo de Dover, na Inglaterra e nadando até Calais, na França em 24 de agosto de 1875. Ele fez a travessia em 21 horas e 45 minutos. Apesar de o canal ter aproximandamente 25 milhas (40 Km), em função do ziguezague, ele acabou nadando 39 milhas (63 Km). Fez a travessia nadando peito! E durante a travessia tomava brandy para esquentar, ou cerveja para hidratar!


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A segunda pessoa a cruzar o Canal da Mancha, 36 anos depois, em 7 de setembro de 1911, foi Thomas William Burgess. Abaixo o percurso feito por ambos:

Para quem quiser saber mais sobre o Capitão Matthew Webb, Thomas William Burgess e o Canal da Mancha, aqui vão alguns links:

http://en.wikipedia.org/wiki/Matthew_Webb
http://www.rotherhamweb.co.uk/h/burgess.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/English_Channel

Veja também outros textos sobre natação.

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2 Responses  
Bruno Modigliani writes:
July 25th, 2014 at 8:59 AM

Muito bacana esse post, Visconde de Itaboraí!

Gosto muito de natação em águas abertas e costumo também ler alguns livros sobre o tema. Em regra técnicos, como “Open water swimming manual”, da Lynne Cox, “Open water swimming”, de Steven Munatones, livros do pessoal da Total Immersion (mencionados no blog “Sem Raias”), entre outros. Bastante interessante o trabalho da “Swim Smooth”, da Austrália.

Mas pouco li de aspectos históricos, como essa obra aqui tratada. Pra mim a Travessia do English Channel sempre foi um desafio único, até um sonho, apesar de muito pouco provável que um dia se torne realidade (muitas vezes esbarro na questão filosófica do por que pratico natação em águas abertas e para que precisaria atravessar tal canal tendo o resultado catalogado). De toda forma ainda não resolvi a questão; quem sabe um dia, até quando houver mais tempo para treinos, venha a considerar a ideia, certamente com algumas particularidades no objetivo do projeto. De toda forma, admiro muito a perseverança e o foco desses nadadores. Quanto a isso acredito que nunca questionarei. Um exemplo!

Há algum tempo sigo o blog “Sem Raias” e, buscando conhecer mais sobre o autor, acabei aqui. Mas como lá não podemos mais trazer comentários, apenas gostaria de frisar um aspecto do post de 15 de fevereiro de 2014, sobre cruzamento de membros superiores e entrada com o dedão na água. Sempre achei uma dica interessantíssima. Mas seria legal ter enfatizado que a palma da mão deve continuar paralela à água, sob risco dessa torção ser uma das maiores causas de problemas em ombros de nadadores (notadamente aqueles de águas abertas, submetidos a infindáveis braçadas). Aqui um link da Swim Smooth corroborando essa opinião: (How to avoid and fix swimming shoulder injury) http://www.swimsmooth.com/injury

Grande abraço e parabéns pelas postagens no blog!

Joca writes:
July 27th, 2014 at 4:00 PM

Oi Bruno,

O Sem Raias continua aberto a comentários. Acabo de postar o seu comentário lá:

http://www.semraias.com.br/2009/03/28/capitao-matthew-webb-primeira-pessoa-a-cruzar-o-canal-da-mancha-a-nado/comment-page-1/#comment-7221

Gosto bastante do pessoal da Swim Smooth. Esse erro que vc comentou se refere a entrar a mão na água com o polegar. No artigo a sugestão é entrar com a mão normal, paralelo a água, e apontar o polegar para a parede a frente. Eu comentei com eles sobre o cross-over e o “apontar o polegar” e eles me responderam que o perigo é as pessoas fazerem isso demais e acabarem subindo a mão:

http://www.feelforthewater.com/2014/03/scissor-kicks-are-caused-by-crossovers.html

Abs,
Joca.

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